Secretaria enfrenta dificuldade para contratar médicos

A contratação de médicos para atender a demanda cada vez maior tem sido um problema para a Secretaria Municipal de Saúde de Brusque. Além da falta de profissionais, a burocracia dificulta a agilidade nos processos, o que faz com que, em muitos casos, as UBS’s fiquem sem a presença de um médico por longos período.
É o que afirma o secretário municipal de Saúde de Brusque, Osvaldo Quirino de Souza. Durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, desta terça-feira (31), ele falou que isso tem sido um dos grandes dilema na gestão da pasta, da qual está à frente desde o final de 2021.
“Em dezembro foi contratado um médico e logo em seguida ele saiu. (...) Recebo, com frequência, médicos amigos, conhecidos que chegam à cidade e se colocam à disposição. Mas não posso contratar”, afirma ele sobre a burocracia. Isso porque, após autorização do governo, é preciso abrir processo seletivo, executar o mesmo e aguardar os classificados. Muitos, quando chamados, acabam não aceitando mais e a secretaria fica desassistida.
Na última semana, uma decisão da Justiça Federal determinou que o governo federal contrate novamente profissionais via programa Mais Médicos, sob o argumento de que diversas regiões do país estão desassistidos de atendimento desde que o mesmo foi encerrado em 2019. De acordo com o secretário de Saúde, não há nenhuma expectativa de que em Brusque haja a contratação destes profissionais.
Vacinação
Na entrevista, o secretário ainda falou sobre a cobertura de vacinas na rede pública municipal. Ele voltou a fazer apelo para que as pessoas tomem os imunizantes já aplicados há décadas, diante do ressurgimento de doenças que, até pouco tempo atrás, eram consideradas erradicadas. Isso se deve à desistência de muitas pessoas em tomar as vacinas.
“Em 30 anos de profissão como médico, nunca tinha visto um caso de varíola. Estão aparecendo casos. Também de Poliomielite. Estes tempos teve um caso de tétano no hospital de Azambuja. Tudo por causa de não tomar a dose da vacina”, pontuou ele.
As campanhas antivacinas, a disseminação de notícias falsas e a influência de lideranças que vem atuando no sentido de desacreditar a eficácia das vacinas e da ciência são o que contribuem, segundo Osvaldo, para esse quadro.

