O número de crianças e adolescentes que passaram por algum tipo de violência ou abuso sexual na cidade de Brusque durante a pandemia. De 33 casos registrados pelo conselho tutelar da cidade em 2019, o dado saltou para mais de 40 em 2020. Esse número, no entanto, pode ser muito maior afirma a coordenadora do Conselho Tutelar, Maria Resende. Isso porque, segundo ela, outros tantos casos não chegam a passar pelo conhecimento do órgão. "Vão direto para a própria DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), que encaminha para o exame de corpo de delito", destaca ela.
O aumento número de casos de 2019 para 2020 fica na casa de 24%. Número que, de acordo com a conselheira Tutelar, tende a ser maior ao longo de 2021. Mariana confirma que, em muitos casos, se mantém um dado assustador, de que a pessoa autora da violência ou abuso está dentro da própria família. Há situações, inclusive, que a própria vítima acaba ficando em situação delicada, tendo sua versão contestada quando resolve contar o que está passando. "Vemos muitos casos em que a vítima chega a procurar a própria família para relatar. Mas há muitos casos em que a família fica contra a própria vítima".
Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta terça-feira (18), Mariana relatou o caso de uma menor que precisou pedir ajuda aos vizinhos para que o caso chegasse ao conhecimento do Cnselho Tutelar e ela pudesse receber ajuda. Isso porque a mãe duvidou do que a mesma havia contado.
As denúncias sobre atos de violência ou abuso contra menores podem ser feitas ao Conselho Tutelar de várias formas. Além de presencialmente, já que a sede fica localizada na Praça da Cidadania, no centro, o contato ocorre também pelo telefone, que é 33510113 ou pelo 988461777. As denúncias também podem ser feitas por e-mail, no endereço conselhotutelar@brusque.sc.giv.br, bem como no número 100. "Esse número de celular é do plantão e fica ligado 24 horas por dia. Nós aceitamos ligações a cobrar. A denúncia pode ser anônima. Qualquer pessoa pode ligar e não precisa se identificar", afirma.




