Poeira nos dias de sol, lama quando chove. Tudo isso aliado a muita indignação. Esse é o cenário em que vivem moradores do Bairro Poço Fundo, em Brusque, nas imediações da estrada geral com a Rua Fernando Zen com a obra do PAC Macrodrenagem. Há pouco mais de um mês, as máquinas foram retiradas do local e os trabalhos paralisados completamente.
Os comerciantes daquela região reclamam do acúmulo de poeira que invade os estabelecimentos e toma conta dos produtos. O que, segundo eles, estaria afugentado a clientela. “Desistiram de tudo, largaram tudo pela metade e nós não estamos mais aguentando. Dia de chuva é barreiro, de sol é poeira. Roupas no varal ficam cheias de pó, calçadas cheias de pó e se você limpa o carro, também fica cheio de pó”, reclama o morador Luis Apolinário (44), afirmando que moradores pensam em tomar medidas mais drásticas para chamar atenção da prefeitura, como o fechamento da principal via do bairro.
Na tarde desta quarta-feira (1), a Rádio Cidade esteve no local. Ali, alguns trabalhadores da secretaria de Obras realizavam a limpeza, retirando areia amontoada em determinado trecho. Apenas uma máquina estava nas proximidades, parada. Galerias de concreto estão posicionadas nas ruas Fernando Zen e Alcides Rudolph. Algumas delas sobra a calçada em frente ao CEI Adelina zen, outras dividindo espaço com o buraco aberto para a colocação de tubos e outras galerias já enterradas.
A retirada das máquinas e equipamentos do local foi confirmada pelo diretor geral das obras do PAC na prefeitura, Rafael Lopes de Lima. O motivo, segundo ele, está ligado ao não envio de recursos por parte do Ministério das Cidades, através da Caixa Econômica Federal, para a continuidade da obra. “O recurso não foi enviado e dentro do orçamento geral da União foram feitos vários cortes recentemente. Nós não temos nenhum recurso a mais para pagar qualquer avanço da obra”, pontua ele.
Essa seria uma segunda etapa e motivo pelo qual os trabalhos estão totalmente paralisados. Outra razão, segundo Lopes, é que a prefeitura precisa fazer a limpeza e manutenção das galerias já implantadas pela empresa que efetuou a etapa inicial da obra, a Sulcatarinense, antes de dar sequência, mas isso não teria sido feito por conta de outras ações consideradas mais urgentes pela secretaria de Obras.
De acordo com Lopes, uma solução para o problema do impasse financeiro está sendo buscada em Brasília, mas ele não soube precisar datas ou prazo para que isso seja resolvido. Por ora, funcionários da pasta devem realizar intervenções de limpeza nos próximos dias para melhorar a trafegabilidade naquele trecho, bem como tentar amenizar o problema da poeira.
De acordo com o diretor geral do PAC, a obra do Poço Fundo está orçada em aproximadamente R$ 6 milhões. É uma das várias que estão em andamento pela cidade. Todas, segundo ele, com exceção da do Poço Fundo, estão com o cronograma em dia. A mais adiantada seria a do Nova Brasília que, caso não haja nenhum contratempo, deverá ser finalizada em torno de oito meses.



