A dificuldade de se contratar médicos

O vereador Valmir Ludvig (PT) abordou na Câmara a questão da falta de médicos no Brasil e as medidas adotadas pelo governo federal para tentar resolver a situação. Entre elas a obrigatoriedade de que os profissionais formados em universidades públicas terem de trabalhar por, no mínimo, dois anos, no Sistema Único de Saúde (SUS) e a chegada de médicos oriundos de Cuba.
Ludvig defendeu as medidas e disse não entender porque de os profissionais não quererem suprir a falta que há deste tipo de mão de obra em algumas regiões. Citou o caso de uma no Rio Grande do Sul, onde a oferta de ganhos é de um salário na casa dos R$ 18,5 mil e, mesmo assim, não se consegue contratar.
Jean Pirola (PP) lamentou a dificuldade de se conseguir levar profissionais da medicina para áreas afastadas dos grandes centros. Frisou que muitos profissionais, usando como exemplo os professores, gostariam muito de receber um salário de R$ 5 mil para lecionar em regiões distantes. Além disso,o pepista defendeu que a medida de obrigar os novos médicos a atenderem dois anos no SUS deveria ser estendida a todas as profissões. No caso, de os profissionais destas terem de fazer um tipo de estágio em regiões afastadas.
O vereador Celso Emydio da Silva (PSD), que é médico, também se disse surpreso pela dificuldade de se encontrar profissionais. Segundo ele, um salário de R$ 18,5 mil deveria ser algo muito atrativo.
Mas para o vereador Ivan Martins (PSD) a negativa dos médicos em se dispor a atuar em certas regiões ou mesmo nas grandes cidades não está ligada a salários. Segundo ele, o grande problema é a falta de estrutura que o governo oferece para os profissionais exercerem sua atividade.


