Voto aberto passa na primeira votação

A eleição para escolha do novo prefeito e vice de Brusque continua dando o que falar na Câmara de Vereadores. Na sessão desta quinta-feira (16) não foi diferente. Tudo por conta do projeto de lei que possibilita que a votação do dia 30 seja aberta e não secreta, conforme orientação da Justiça Eleitoral. O projeto 01/2015, de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM), foi apresentado na sessão e gerou mais de três horas de embates, rejeição de emenda e bate boca entre os vereadores e eles com a plateia. Público formado, em maioria, por simpatizantes das duas alas que disputam o pleito.

A primeira polêmica surgiu com a inserção de uma emenda, de autoria do vereador Valmir Coelho Ludvig (PT), determinando que a emenda à LOM, se aprovada, passasse a valer apenas em 120 dias, ou quatro meses, após sua publicação. Ludvig disse que o procedimento legislativo não foi seguido da maneira correta e que há vários caminhos que deveriam ser seguidos e não foram. “Não se pode mudar o jogo durante o processo eleitoral”, afirmou na tribuna. Mas os argumentos do petista não surtiram efeito e a emenda da emenda foi reprovada pela maioria.

Na discussão do projeto, o embate foi mais acalorado. Enquanto a bancada do PT, mais o vereador Edson Rubem Muller (PP), argumentava que a alteração na LOM estaria infringindo as regras da legislação e seria mudar as próprias regras do jogo quando ele começa, a bancada agora situacionista insistia que o voto aberto é vontade da população.

Dejair Machado (PSD) aproveitou para mirar no grupo adversário. Disse que estava se vivendo uma situação inesperada na casa. “Essa situação pensei jamais passar. Principalmente vindo do vereador líder do PT, Valmir Ludvig, defendendo o voto fechado. Porque essa sempre foi a tônica do vereador e de sua bancada, que as coisas têm que ser transparente, aberta”, provocou.

Outro petista, José Isaias Vechi, disse que não pode se excluir de um debate e nem ficar em cima do muro. Afirmou que é favorável ao voto aberto, mas não à lei mudada em cima da hora. Disse que consultou advogados para explanar sobre a posição do voto aberto ou não.

O presidente da Câmara, Jean Pirola (PP), autor da proposta do voto secreto, disse que o período eleitoral é excepcional e não normal. Explicou que há três casos em que a alteração da lei não pode ser feita e nenhum deles se enquadra no argumentos dos oposicionistas para derrubar a proposta.

KITO MAESTRI: O FIEL DA BALANÇA

Entre gritos da plateia contra a bancada de oposição e aplausos ao grupo agora de situação, a discussão da matéria ficou acalorada. Quando o vereador Norberto Maestri (PMDB), o Kito, subiu à tribuna e declarou que iria se abster na votação, o embate se tornou uma série de tentativas de convencê-lo. Isso porque a votação precisava de dez votos favoráveis para aprovar a proposta e com ele se abstendo o grupo situacionista teria apenas nove.

A justificativa dada por ele, de que está na casa há poucos dias e que precisava estudar melhor o projeto para votar, pegou todos de surpresa. Na fisionomia de vereadores do governo havia uma face de descontentamento. O contrário na de oposição, que comemorava a chance de sepultar a proposta. Isso porque se o projeto fosse rejeitado nesta quinta-feira, não haveria segunda votação.

“Seria indigno de minha parte, hoje, dizer para todos que eu aceitaria essa votação. E tem uma justificativa. Sou um aluno que entrou aqui na terça-feira. Vou buscar pessoas que me ajudem a ter mais esclarecimento. Não posso vir aqui por uma emoção para fazer qualquer colocação deste projeto que será feito”, alegou.

Foi quando entrou em cena a figura de Ivan Roberto Martins (PSD). Conhecido pela boa articulação e argumentação nos embates, ele deu golpe na tentativa de Maestri de se eximir da votação e rejeitar o projeto. “Se o senhor alega desconhecer o projeto e quer se ater mais a ele, então vote favorável. Assim o senhor terá dez dias para analisar ele e decidir na segunda votação. Se achar que deve votar contra o senhor vota. Se se abster hoje, o projeto será rejeitado e o senhor não terá outra oportunidade de votar”, frisou.

Daí em diante, o clima foi de buscar convencer o vereador do voto. E dos dois lados.

A sessão passou a ser um palco de embate e vaias a todo momento. Na tribuna, vereadores discutiam entre eles ou com a plateia. Como André Rezini (PPS), que bateu boca com o ex secretário do governo Paulo Eccel, José Gustavo Halfpap, que assistia a sessão.

Assim, foram mais de três horas e meia de discussão até que o presidente Jean Pirola colocasse o projeto em votação. Por dez votos a cinco, o projeto foi aprovado, incluindo o voto de Kito Maestri. Agora, a proposta segue para nova discussão e votação, no dia 27, três antes da eleição para escolha do novo prefeito.

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