Internação compulsória e fim do albergue podem ocorrer

Parcerias com órgãos e entidades que atuam com auxílio a pessoas dependentes química sou em situação de rua estão sendo preparadas pela prefeitura de Brusque para atacar o problema dos moradores de rua. Inclusive já há conversas que discutem até mesmo a questão da internação compulsória.
As colocações foram feitas durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, nesta quarta-feira (20) pelo secretário de Desenvolvimento Social, Leandro Hyarup. Ele também afirmou que se estuda, a partir destas tratativas, o fechamento do atual Albergue Municipal.
“Pretendo trabalhar em parceria. Não quero mais que a secretaria faça concorrência com as entidades e, sim, seja parceria delas. Aliás, o futuro do serviço público vai passar pela criação de parcerias com entidades”, disse ele sobre o assunto.
Hyarup frisou que o Albergue Municipal custa aos cofres da Prefeitura em torno de R4 1 milhão ao ano. Lá, pessoas que estão em situação de rua podem dormir e se alimentar diariamente. São quatro refeições todo dia.
“Desde que assumi como secretário (em 23 de março), não houve um dia que teve menos de 20 pessoas”, comentou.
A parceria com órgãos de atendimento a estas pessoas, seja para tratamento de dependência química ou apenas de passagem, custará menos para o poder público, afirmou Hyarup.
Sobre a internação compulsória para tratamento, o que já vem sendo adotado por outras cidades, o secretário disse que esse pode vir a ser o caminho também em Brusque.
“Nós temos que discutir essa possibilidade”, pontuou ele.
Já há conversas com entidades que tratam de apoio a dependentes químicos e de outras drogas para a internação compulsória. Estas deverão se habilitar junto à Prefeitura para poder participar do processo quando e se a ideia avançar.



