(VÍDEO) "Eu preciso de uma ajuda, mas eles não dão ouvidos"

Morar em determinado trecho da rua BA 015, no bairro Batêas, em Brusque, não tem sido nada fácil. Que o diga o seu Itacir Oliveira, de 65 anos de idade, e que reside ali há 20 anos. Ele se sente, praticamente, um prisioneiro, dadas condições de acesso até a porta de casa.
Seu Itacir pede que a Prefeitura dê atenção especial e faça melhoria no trecho que dá acesso à casa dele e de outros moradores no entorno. São cerca de, aproximadamente, 100 metros de morro sem que haja qualquer tipo de condição de um carro passar e até mesmo alguém a pé.
“Faz 20 anos que moro aqui e essa rua, uma época era normal. Passava todo que é tipo de carro. Depois de um tempo interditaram e eu não quis sair. Daí condenaram a rua e você está vendo o jeito que está”, disse ele à reportagem da Rádio Cidade.
Seu Itacir afirma que já procurou diversos órgãos da Prefeitura, inclusive o que é responsável pelos serviços, a Secretaria de Obras. No entanto, nada de solução para o problema.
“Nem a cavalo aqui passa. Eu preciso de uma ajuda. Mas eles não dão ouvidos”, reclama o morador.
Mas o problema do seu Itacir não é apenas o acesso que não existe até a porta da casa dele. Por conta de a área ser de risco, a Prefeitura de Brusque, através da Defesa Civil, embargou o terreno e pediu que a família saísse. Isso, segundo ele, ocorreu em 2014. No entanto, ele não quer ir para qualquer lugar e deixar para trás único bem que conseguiu adquirir na cidade para onde se mudou há duas décadas.
“Preciso de ajuda. O que eles podem fazer por mim? Ou me dão um terreno com a casa ou o valor em dinheiro. Na época, eles queriam que eu saísse daqui para pagar aluguel. Mas não aceitei, porque eu moro no que é meu. Como é que vou sair do que é meu para pagar aluguel?”, questiona.
Ele relata que alguns moradores aceitaram a proposta de ir morar em apartamento ou até mesmo locar um espaço. Algo que ele descarta completamente e clama para que o poder público apresente uma solução melhor .
A Rádio Cidade Procurou a Secretaria de Obras para saber se há algo previsto para melhoria no acesso ao local. O secretário Ricardo de Souza disse que por o espaço estar embargado não há como afastar fazer qualquer tipo de serviço de melhoria.
Apesar de o trecho de cerca de 100 metros que passa na frente da casa do seu Itacir não ser considerado legalizado, as residências que ali existem possuem ligações de luz e água.


