Os recentes atos terroristas que estão acontecendo em território catarinense nos últimos dias já estão preocupando as forças policiais de Brusque. No total, já se contabiliza mais de 22 situações mandadas pelo crime organizado, o que faz com que os PMs fora de serviço do 18º Batalhão Policial Militar (BPM) se mobilizem e saiam da folga para, voluntariamente, reforçar o contingente, a partir desta terça-feira (30).
Em entrevista à Rádio Cidade, durante o período da tarde, o comandante do 18º BPM, tenente coronel Moacir Gomes Ribeiro ressaltou que a preocupação em aumentar o policiamento durante o momento de crise se dá pelo fato da extensa área de abrangência do batalhão, desde Ilhota até Botuverá, envolvendo, ao todo, sete municípios. A intensificação ocorrerá no período da noite, com guarnições adicionais compostas por policiais de folga.
As rondas serão reforçadas, também, nas proximidades das casas de policiais militares que estão trabalhando. “Também estamos intensificando o trabalho de inteligência da Polícia Militar, pois, isso é muito valioso, conseguir informações que credencie o trabalho da polícia em lugares específicos”, afirma. Nesta, que está sendo considerada a mais violenta das ondas de ataques, o alvo está sendo considerado outro: ao invés de ônibus, bases policiais e agentes de segurança pública.
A exemplo das ondas anteriores de atentados, as escoltas feitas pela PM às linhas noturnas de ônibus também já estão retomadas. “Nós já estamos em tratativas com empresas de ônibus para garantir que seja resguardado os veículos”, afirma.
Desabafo:
Gomes pediu a religada dos microfones a fim de efetuar um desabafo. Ele se mostrou extremamente descontente com a questão da impunidade brasileira. De acordo com ele, Santa Catarina passa por tal situação por conta de uma legislação ineficiente, que gera impunidade. “A maioria desses meliantes estão soltos, pois, a legislação favorece esse tipo de ação no Brasil”, ressalta.
O oficial militar também mostrou-se infeliz com a desvalorização da figura do policial. “O PM é visto sempre como violento, corrupto e antidemocrático. Isso desvaloriza. Se nós chegamos a esse ponto é porque as autoridades políticas permitiram que chegasse”, pontua. Finalizando, ele ressalta que a oportunidade para o povo mudar tudo isso está chegando, no próximo dia 5, ocasião das eleições.
A entrevista completa você acompanha na edição desta quarta-feira (1º), no Jornal da Cidade.




