Na última semana foi anunciado o aumento dos valores nas multas para quem for flagrado dirigindo sob o efeito de álcool. A partir de novembro, a multa para esse caso será de R$ 2.934,70, um aumento de mais de 50% no valor. E os números de pessoas flagradas na Lei Seca em Brusque preocupam.
Segundo o subcomandante do 18º Batalhão de Polícia Militar, major Otávio Manoel Ferreira Filho, entre cinco e 10 pessoas são flagradas conduzindo veículos sob o efeito de álcool. Algumas delas, dependendo do volume constatado no bafômetro, até chegam a ser presas, justamente pelo enquadramento no crime de trânsito.
E o aumento nos valores da multa podem ajudar um pouco, mas de nada adianta, na visão do major se a fiscalização for efetiva. “Não adianta a multa ser de 10 mil reais e não haver fiscalização. Logicamente, o valor da multa aumentando intimida as pessoas, mas o que muda a postura das pessoas é a efetiva fiscalização”.
A Polícia Militar, em conjunto com a Guarda de Trânsito tem realizado diversas operações nesse sentido, mas constantemente bate de frente com o problema de efetivo, o que atrapalha um trabalho mais forte. Tal situação aconteceu durante a fiscalização de trânsito na 31ª Fenarreco.
Em apenas um dia aconteceu a Operação Lei Seca, logo na saída do Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof. Viaturas dos dois lados, com o giroflex ligado. O resultado dessa intensificação foi positivo para o major, já que nenhuma pessoa foi flagrada em visível estado de embriaguez justamente pela visualização da blitz.
Ou seja, a pessoa se preocupava em entregar o veículo a alguém que estivesse em condições de conduzir os passageiros para casa, evitando não só a multa, mas também acidentes. Várias outras infrações foram registradas nessa fiscalização, mas nenhuma por embriaguez. Por falta de efetivo, a operação deixou de acontecer em outras datas da festa.




