O caso de estupro coletivo que teria ocorrido em Brusque no mês de abril deste ano e que foi a público no final de julho, quando a suposta vítima denunciou na polícia, não aconteceu. A mulher, de 22 anos, confessou à Polícia Civil esta tarde que nunca foi violentada. A confissão foi feita ao delgado Alex Reis.
Conforme relatou à imprensa o delegado, nesta quinta-feira (22), no início da tarde, a mulher esteve na delegacia para tratar de outro caso. Na oportunidade, ele, diante das suspeitas do falso comunicado, dada a divergência de detalhes fornecidos por ela na época, resolveu inquirí-la novamente sobre o assunto.
“Quando ela foi contraposta a tudo aquilo que não fechava, aquelas incongruências que existiam nos autos, acabou por confessar que nenhum crime de abuso sexual foi praticado contra ela, que nenhuma das pessoas que formalmente acusou praticou qualquer ato ou manteve relação sexual com ela”, frisou o delegado.
Os motivos pelos quais teria mentido não foram ditos no depoimento ao delegado, segundo ele. A mulher disse que vai falar sobre isso apenas em juízo. De acordo com o delegado, ela vai responder por comunicação falsa de crime e por ter feito acusação também falsa contra pessoas.
“Muitas das situações não se amoldavam. Apresentavam contradições, coisas que ficaram sem o devido esclarecimento, não se encaixavam. Ao longo da investigação foi gerando certas dúvidas na versão da suposta vítima”, prosseguiu o delegado ainda em relação às situações que colocaram por terra a acusação da mulher.
No dia 26 de julho, a mulher esteve na delegacia e registrou Boltim de Ocorrência em que dizia ter sido violentada sexualmente por oito homens, todos funcionários de um órgão público de Brusque. A situação teria iniciado quando ela, que é casada, marcou encontro com um colega de trabalho e ao chegar no local ele a teria levado a outro lugar. Lá, segundo a versão dela, havia outros sete homens, que teriam cometido o estupro. O caso repercutiu em nível estadual e gerou, inclusive, manifestação pública contra a cultura do estupro, tendo o caso como referência.
De acordo com o delegado Alex, a mulher não apenas acusou o grupo de homens, mas nominou um a um os que a teriam estuprado.




