Bombeiro orienta sobre riscos para banhistas nas praias

Verão é época de calor intenso, o que leva muitas pessoas a buscarem refresco junto à água. Seja em piscinas, cachoeiras, rios, ribeirões ou no mar, a procura aumenta de forma considerável. Da mesma forma, também crescem os riscos de afogamentos.
Principalmente nas praias, o índice de vítimas de afogamento e mortes nesta temporada tem chamado atenção dos socorristas. Mais de 15 pessoas perderam as vidas nestas condições entre o final de dezembro e o começo de janeiro no estado, conforme dados do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. A maior parte delas ocorreu em áreas não cobertas pela presença de salva-vidas.
O tenente Douglas Tomaz Machado, que integra a equipe de bombeiros na faixa do litoral que vai de Itajaí a Itapoá, faz alguns alertas sobre cuidados a serem tomados pelos banhistas. Ele afirma que mesmo com as condições boas para banho, pede-se a atenção dos banhistas de acordo com as características de cada praia.
Um desses riscos está nas chamadas correntes de retorno. Trata-se de situação em que a água chega até a faixa de areia e puxa a pessoa para o fundo. Em algumas praias, como a do Atalaia, em Itajaí, diz ele, essa ação do mar ocorre com a água partido do centro e pelas laterais, o que aumenta o perigo.
“É onde o banhista vai adentrar, já não vai mais dar pé e acabará sendo arrastado para o fundo. Se ele tentar remar, nadar contra a correnteza, vai acabar se cansando, que é quando ocorre o afogamento”, pontua ele.
Ainda de acordo com o tenente, outra orientação aos banhistas é para que procurem entrar no mar em regiões próximas aos postos de salva-vidas e verificar a marcação de risco com as bandeiras.



