A professora brusquense Darli Zunino, supervisora de gestão de rede na área da educação, é uma das 12 pessoas em todo o país que está discutindo mudanças na Grade Nacional Comum Curricular. Recentemente, ela participou de evento em Brasília para discutir essas alterações como representante do estado de Santa Catarina. O objetivo dos debates é de definir o perfil de educação que se quer aplicar em todo o país.
Um dos pontos destacados por Darli é quanto à importância da formação continuada no setor de educação. Esta é uma das mudanças que devem, segundo ela, ser incluídas na base nacional. Base est que é desejada pelos educadores há muito tempo.
“A base é sonhada desde a aprovação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), na lei 9394/96. A discussão está bastante acirrada após a aprovação o Plano Nacional de Educação, os estaduais e os municipais. Ela trabalha com direitos de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos”, frisa Darli Zunino.
Em dezembro do ano passado, o Conselho Nacional de Educação aprovou, através do Conselho Pleno, a base curricular para a educação infantil e o ensino fundamental. A do ensino médio anda está em debate, principalmente por conta da Media Provisória do governo federal que alterou o modelo de ensino nesta fase d formação.
“Em junho houve uma formação continuada sobre a construção do currículo. Cada estado está construindo o seu próprio, através da BNCC. Em Santa Catarina está se fazendo as discussões com todas as redes, a pública e a privada”, prossegue Zuino.
As discussões e audiências em torno do tema seguem até outubro, quando o documento final precisa estar pronto. Audiências públicas estão sendo realizadas em todo o pais. Uma delas aconteceu em Florianópolis, reunindo os três estados do Sul. Em São Paulo, outra audiência não pode ser realizada, devido a manifestações de grupos contrários, como movimentos sociais e educadores.
A professora Darli Zunino se diz favorável á revogação da MP do governo que alterou o ensino médio. Isso porque, na visão dela, é preciso haver um debate mais amplo, com toda a sociedade em toro do assunto. A discussão deve começar na base, entende a educadora.
“Se formos pegar o resultado do IDEB (índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ele apresenta muitos pontos de interrogação. Precisamos de uma discussão coletiva, que haja um comprometimento de todos os educadores brasileiros”, finaliza ela.




