No sábado (7) o Programa de Combate a Endemias da Secretaria de Saúde de Brusque esteve no loteamento Emma 2, no bairro Limoeiro para realizar uma ação de zoonoses, com combate ao caramujo africano na região. A equipe ficou durante toda a manhã no local, onde montou uma tenda e fez a orientação dos moradores. Os agentes de endemias fizeram a catação dos animais nos terrenos baldios e passaram nas casas próximas para orientar os moradores.
De acordo com a coordenadora do programa, Letícia Figueiredo a adesão foi baixa. O caramujo africano pode ser considerado uma praga agrícola. Banana, brócolis, batata-doce, abóbora, tomate e alface são alguns dos itens mais atingidos. Existem duas zoonoses que podem ser transmitidas pelo caramujo africano. Uma delas é chamada de meningite eosinofílica, causada por um verme que passa pelo sistema nervoso central, antes de se alojar nos pulmões.
O ciclo da doença envolve moluscos e roedores. O homem pode entrar acidentalmente neste ciclo. No Brasil não há registro de nenhum caso da doença. A segunda zoonose é a angiostrongilíase abdominal, com casos já registrados no Brasil, mas não transmitidos pelo caramujo africano. A angiostrangilíase abdominal muitas vezes é assintomática, mas em alguns casos pode levar ao óbito, por perfuração intestinal e peritonite.




