Um pequeno Pelznickel em Guabiruba

Já passou o tempo em que todas as crianças tinham medo do Pelznickel, em Guabiruba. Assim como a sociedade e a educação dos filhos pelas famílias, a própria tradição do Papai Noel do Mato se modificou ao longo do tempo. Hoje, mantém uma relação de admiração, respeito e amor pelos costumes, entre crianças e adultos. 

Para o estudante Vinícius Bosio, de 6 anos, que estuda na Escola Básica Municipal Vadislau Schmitt, o Pelznickel é o melhor amigo na hora de brincar. Ele se veste de Papai Noel do Mato o ano todo e com seus carrinhos organiza desfiles de Natal pela casa. 

Os pais,  Rosângela e  Ricardo Bosio, contam que ninguém da família já foi Pelznickel e que o amor do filho pela tradição começou em 2019, durante o desfile de Natal realizado pelas ruas de Guabiruba. “Depois levamos ele na Pelznickelplatz e com a pandemia começou a assistir na TV e no celular os vídeos com o Pelznickel”, recordam eles, que também são pais de Bruna (12) e Tainá (16). 

Ricardo diz que a relação da família com a tradição vem desde quando ele e a esposa eram pequenos e tinham medo do Papai Noel do Mato, em especial das correntes que eles traziam consigo. “Agora gostamos, pois o Vinícius adora. Para nós se transformou em algo legal, já que é uma forma dele se divertir. Até o aniversário dele teve o Pelznickel como tema”, conta o gerente administrativo. 

*De geração em geração*

Para o presidente da Sociedade do Pelznickel, Vandrigo Kohler, é um orgulho ver que a tradição atravessa gerações, desde que foi trazida pelos Imigrantes vindos do Sul da Alemanha, em 1860.  

“Esses imigrantes chegaram na região de Guabiruba e Brusque com poucas roupas e documentos, mas trouxeram algo precioso e que permanece até hoje, que são as tradições.  Entre elas, a tradição do Natal, que neste tempo tinha um personagem chamado Pelznickel, que continua fazendo história na nossa cidade”, destaca. 

Segundo o presidente, quando foi criada a Sociedade do Pelznickel em 2005, a tradição contava com pouco apelo popular e corria o risco de acabar. “Após a formação do grupo, ela se fortaleceu novamente e hoje a nossa Sociedade conta com mais de 100 pessoas, que ajudam a preservá-la. E quando vemos crianças como o Vinícius brincando de Pelznickel, temos certeza de que essa tradição continuará fortalecida nas próximas gerações”, completa.

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