A secretária de Educação de Brusque, Franciele Meyer, se manifestou nesta quarta-feira (30) em entrevista à Cidade FM, após o vídeo publicado pela presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Brusque e região (SINSEB), Tânia Mara Vieira Pompermayer, denunciar casos de assédio moral, perseguição e abuso de poder no Centro de Educação Infantil (CEI) Bisa Olga Fischer.
Segundo a secretária, a acusação feita pelo sindicato não tem base concreta, pois a suposta denúncia citada no vídeo não chegou oficialmente à pasta. “Essa denúncia que ela menciona no vídeo, de ontem, eu não tenho conhecimento. Não sei de que servidor se trata, sobre que situação se trata”, afirmou. Ela reforçou que qualquer situação que chega ao conhecimento da secretaria é tratada com seriedade, dentro dos trâmites legais e respeitando o direito à ampla defesa de todos os servidores.
Franciele explicou que a rede municipal de ensino conta com cerca de 3 mil profissionais espalhados por 63 unidades escolares, e que conflitos são comuns no dia a dia das escolas. Muitos deles, segundo ela, são resolvidos por meio de mediação, diálogo e orientações internas, sem a necessidade de abrir processos formais. Ainda assim, a secretária destacou que mais de dez processos administrativos foram instaurados durante sua gestão e que o próprio SINSEB participa das comissões responsáveis por essas apurações.
Ao responder diretamente à acusação da presidente do sindicato de que a pasta se omite diante das denúncias, Franciele foi categórica: “Que eu sento em cima das denúncias e não faço nada não é verdade”.
A secretária também afirmou que a divulgação pública de conflitos internos sem o devido cuidado gera ainda mais tensão nas unidades. Segundo ela, após o vídeo circular nas redes sociais, servidores da escola envolvida passaram a se dividir entre posicionamentos a favor e contra a diretora, o que agravou o clima no ambiente de trabalho. Diante disso, Meyer informou que visitaria pessoalmente a unidade ainda na manhã desta quarta para ouvir os profissionais e buscar uma solução. “Desencadeou um processo de conflito entre os próprios servidores”, concluiu.



