“R$ 16 milhões é o preço que o brusquense vai pagar pelas irresponsabilidades da gestão do ex-prefeito Ciro Roza e vice Dagomar Carneiro. E vem mais por aí...”. A frase, exibida em um outdoor instalado às margens da Avenida Governador Luiz Henrique da Silveira (Beira Rio), no bairro São Luiz, em Brusque, tem chamado a atenção de quem passa pelo local.
O material teria sido colocado na terça-feira (14) e, devido ao fluxo de veículos na região, ganhou visibilidade. O tema foi repercutido no programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, na manhã desta quarta-feira (15).
Entenda
Ciro Marcial Roza foi prefeito de Brusque em três mandatos: de 1989 a 1992, pelo PDT, e posteriormente entre 2001 a 2004 e 2005 a 2008, já pelo PFL.
Em 2017, ele foi condenado pela Justiça em ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina por crimes de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. O processo teve origem em irregularidades identificadas em 2007, envolvendo a realização de licitações para aquisição de toras de madeira pela Prefeitura.
De acordo com a investigação, os procedimentos licitatórios foram conduzidos mesmo diante de apontamentos de ilegalidades por parte da Procuradoria do Município e da Comissão de Licitação. As apurações indicaram que apenas uma empresa participou dos certames e que os materiais pagos não foram efetivamente entregues, gerando prejuízo aos cofres públicos.
Ainda conforme o Ministério Público, parte dos valores pagos teria sido desviada e posteriormente ocultada por meio de operações financeiras envolvendo terceiros, caracterizando o esquema de lavagem de dinheiro.
Na decisão, além do ex-prefeito, também foram condenados um fornecedor envolvido nas licitações e um assessor ligado à administração municipal à época. As penas variaram conforme a participação de cada um, incluindo reclusão em regimes semiaberto e aberto.
Além disso, há um outro caso envolvendo uma dívida do município com origem em 2003, também durante a gestão de Ciro Roza. O valor já foi estimado em cerca de R$ 12 milhões, podendo ter sido atualizado ao longo dos anos, conforme decisões judiciais e encargos aplicados.
Sobre o outdoor instalado na cidade, o advogado do ex-prefeito, Paulo Portaleti, informou que medidas estão sendo tomadas para identificar os responsáveis.
“No momento oportuno serão feitos os esclarecimentos necessários e adequados, bem como as providências em face dos politiqueiros irresponsáveis.”
Questionado sobre a identificação dos envolvidos, disse:
“Estamos tratando disso no momento. Certo é que há uma empresa autorizada pela Prefeitura a utilizar o espaço, como induvidoso que há um pagante para a blasfêmia. Antes de acusarem herança negativa, se é que existe, deveria lembrar a herança de obras deixadas pela Gestão Ciro-Dagomar”, finalizou.



