Na manhã desta segunda-feira (29), o Hospital Azambuja reuniu a imprensa para apresentar um balanço dos primeiros seis meses de 2026 e celebrar os 124 anos de história da instituição. Durante o encontro, médicos, dirigentes, empresários e gestores destacaram os investimentos realizados, a ampliação dos serviços e os desafios para sustentar o crescimento do hospital.
O diretor administrativo do Hospital Azambuja, Gilberto Bastiani, apresentou dados que demonstram a evolução dos atendimentos realizados pela instituição. Em 2025, o hospital registrou 258.051 atendimentos entre urgência, emergência e ambulatório. Já entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizados 139.694 atendimentos.
Bastiani também destacou que a conclusão da nova torre hospitalar, prevista para este ano , permitirá ampliar significativamente a estrutura da instituição, com a criação de 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 30 leitos de internação e 12 salas cirúrgicas.
Em entrevista à Rádio Cidade, o diretor reforçou que a entrega da nova estrutura é uma das principais metas da gestão.
“Nosso maior desafio hoje é finalizar a torre, ampliar os leitos de UTI e aumentar a capacidade do centro cirúrgico. São investimentos fundamentais para acompanhar o crescimento da demanda e oferecer uma estrutura ainda melhor para a população”, afirmou.
Outro desafio apontado por Bastiani é a contratação de profissionais.
“A falta de mão de obra especializada preocupa bastante. Temos vagas abertas para técnicos de enfermagem e também em outras áreas, como limpeza e higienização. Essa é uma dificuldade enfrentada por diversas empresas da região, mas seguimos trabalhando para ampliar nossa equipe e manter o crescimento do hospital.”
Na sequência, o jornalismo da Rádio Cidade ouviu outros participantes do evento.
O empresário Luciano Hang comentou sobre os 124 anos do Hospital Azambuja e destacou o avanço da estrutura e da qualidade dos serviços prestados.
“Já somos uma referência, mas precisamos continuar pensando grande e buscando evoluir. Tenho recebido avaliações muito positivas em nível nacional. Citei aqui o Einstein, que está presente dentro desse complexo construído em Brusque. Também é muito importante a escola de medicina instalada na cidade, formando profissionais e fortalecendo o sistema de saúde.
A apresentação do Gilberto mostrou o quanto o hospital avançou em tecnologia e estrutura. Saúde é tecnologia, mas também é gente. Hoje são cerca de 400 médicos e mil colaboradores atuando aqui. Temos equipamentos de ponta e um atendimento pautado pela simplicidade e pela qualidade.
Nosso objetivo deve ser tornar o Hospital Azambuja o melhor hospital filantrópico do país. O volume de atendimentos demonstra isso. Inclusive já enfrentamos desafios como a ampliação de estacionamento para atender a demanda. O hospital passa por transformações constantes e segue trazendo equipamentos modernos para oferecer atendimento de primeiro nível.
Também é importante reconhecer as pessoas que fazem isso acontecer. O Gilberto é prata da casa e representa esse crescimento. O Hospital Azambuja chegar aos 124 anos demonstra solidez e qualidade. Só permanece por tanto tempo quem entrega resultado e tem credibilidade.”
Entre os participantes do encontro também esteve o diretor técnico do hospital, Dr. Eugênio José Paiva Maciel, que relembrou sua trajetória de três décadas na instituição e afirmou que o Azambuja vive um dos momentos mais importantes de sua história.
“São 30 anos da minha vida dentro do Hospital Azambuja. É uma alegria acompanhar esse crescimento. Hoje enxergamos o hospital como uma instituição que precisa pensar no futuro, investir em tecnologia e oferecer cada vez mais qualidade para as pessoas. A chegada da hemodinâmica, da cirurgia robótica e dos novos projetos mostra que estamos olhando para frente”, destacou.
Segundo Maciel, os próximos passos incluem a aquisição de novos equipamentos, a criação de um centro de estudos em cirurgia robótica e a implantação da residência médica em cardiologia e hemodinâmica.
“O maior desafio continua sendo crescer. Queremos colocar em funcionamento a nova torre, adquirir equipamentos como ECMO e transformar Brusque em referência também na formação de profissionais. O hospital não pode parar de evoluir.”
O diretor do Corpo Clínico, Dr. Eduardo Ballester, ressaltou que os investimentos em tecnologia precisam estar acompanhados de qualificação profissional.
“Não adianta investir em um robô se não houver um corpo clínico preparado para utilizá-lo. Felizmente temos médicos comprometidos em oferecer uma medicina cada vez mais qualificada. Hoje conseguimos realizar procedimentos que antes não eram possíveis e proporcionar uma recuperação muito mais rápida aos pacientes.”
Ballester também destacou o impacto da hemodinâmica nos atendimentos de urgência.
“Antes, um paciente que chegava com infarto precisava ser transferido para outra cidade para realizar um cateterismo. Esse deslocamento representava perda de tempo e, muitas vezes, comprometia parte do músculo cardíaco. Hoje conseguimos realizar o procedimento imediatamente no hospital, implantar stent quando necessário e aumentar significativamente as chances de recuperação.”
Outro participante do evento foi o empresário e voluntário da instituição, Osmar Crespi, conhecido como Maru, que relembrou o início da sua relação com o hospital ainda na época do Padre Nélio Schwanke.
“Tudo começou há muitos anos, quando conheci o padre Nélio. Desde então construímos uma amizade muito forte e passei a colaborar com o hospital. O voluntariado é uma forma de ajudar toda a comunidade, e tenho muito orgulho de fazer parte dessa história.”




